Na edição passada, falamos do José. Lembra?

Ele abriu um relatório bonito, números crescendo, indicadores saudáveis.

Tudo parecia certo.

Mas havia algo que não aparecia ali: A presença real do associado naquele sucesso.

Essa edição começa exatamente onde aquela terminou.

Porque, depois dos números, vem a pergunta que realmente importa: Como esse resultado foi construído… e com quem?

Pertencimento não nasce de campanha

Em muitas cooperativas, aparece um equívoco recorrente, mas compreensível:
Tratar pertencimento como um problema de comunicação.

Mais campanha.
Mais convite.
Mais discurso sobre “sentimento de dono”.

Convite, sim, importa. Faz alguém se sentir lembrado, reconhecido, especial.

Mas convite, sozinho, não sustenta.

|Convite abre a porta. Pertencimento começa quando ficar faz sentido.

E isso não se comunica.
Se cultiva no cotidiano.

O associado pode estar perto… e ainda assim não se sentir parte

Pense numa situação bastante comum.

Um associado aceita o convite para participar de um comitê temático. As reuniões acontecem. As conversas são boas. As ideias surgem.

Ele não espera que tudo seja resolvido rápido, pois sabe que cooperativa tem ritmo, processo e governança.

O que ele espera é outra coisa: retorno.

Meses se passam.
As ideias ficam suspensas.
Falta devolutiva.

Nem mesmo um retorno do tipo “não vamos fazer - e por quê”.

| Processos lentos são compreensíveis. Silêncios prolongados, não.

Ele não sai bravo.

Sai porque não vê mais sentido em atender ao chamado da cooperativa.

Não porque o processo é lento, mas porque parece não levar a lugar nenhum.

Nem todo associado quer participar. E tudo bem.

Esse ponto precisa ser dito com clareza.

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