O cooperado não precisa de atendimento perfeito.

Ele precisa ser tratado como é: Dono.

E é exatamente aí que, muitas vezes, a essência se perde sem ninguém notar.

Vou te mostrar dois exemplos rápidos, de ramos diferentes, mas com o mesmo problema silencioso.

1) A loja de insumos que virou “loja qualquer”

Dona Lourdes, produtora de leite há 27 anos, chegou na loja agro com uma dúvida sobre a ração.

A colaboradora explicou tudo certinho. Técnica impecável, mas sem nenhum gesto de proximidade.

Na saída, ela disse ao vizinho:

|Aqui tá ficando igual às lojas comuns. Ninguém lembra mais nem o nosso nome.”

Nada de grosseria. Só ausência de alma cooperativa.

2) O supermercado coop que perdeu o cheiro de casa

Seu Mário, cooperado desde a fundação, pediu ajuda sobre um pão que mudou de embalagem.

A atendente respondeu rapidamente. De forma educada… e automática.

Ele saiu dizendo pra esposa:

 | “Eles até atendem bem, mas não parece mais a nossa cooperativa.”

Isso é eficiência sem pertencimento.

É procedimento sem identidade.

Essas duas cenas mostram o que acontece quando tratamos o cooperado como usuário: Algo essencial se perde, mesmo que tudo esteja tecnicamente certo.

Agora vem a parte que quase ninguém vê - mas todo mundo acaba sentindo.

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